quarta-feira, 28 de março de 2007

A pinça

Em um dado momento de sua vida, a moça decidiu que subir a Consolação a pé comprometeria seu visual. Quando chegasse lá em cima, seus pés estariam inchados e doendo horrores. E o cabelo, então??? Ah, esse nem se fala: chegaria arrepiado, no mínimo, para não ser obrigada a usar linguajar impróprio!
O caso é que a moça pegou o táxi, sem ter um puto na carteira - o que não deveria ser um problema, afinal, vivemos em tempos modernos - difíceis, mas modernos...
Nada que um cheque de R$ 10,00 não resolvesse, certo? Sim, a corrida ficou R$ 10,00 - era só subir a Consolação, lembra??
Por razões não tão óbvias, pelo menos na minha opinião,o taxista ficou louco da vida:
- Eu não aceito cheque!
- O Sr. deveria ter avisado! Como não aceita cheque??
- Não aceito.
- Olha aqui meu Senhor, é o que eu tenho.
- Mas eu não aceito. Já tive muito problema...
- Tudo bem, vamos conversar direito - o Sr. tem duas opções claras aqui: ou aceita o cheque ou a corrida vai ficar de graça, porque eu não tenho dinheiro.
O caso é que a conversa chegou em um ponto que a garota se viu obrigada a ameaçar o taxista de morte. E ela me contando, indagou, muito calma e inocente:
- Pinça na jugular mata, não mata?
- Ô, se mata...
- Pois é, era a única coisa letal que eu tinha na bolsa.

3 comentários:

Anônimo disse...

Logo se vê que o taxista era homem, jamais ele entenderia as razões de uma mulher.
Muito bom!!!

Anônimo disse...

depende...ela pretendia perfurar o pescoço do rapaz ou pinçar a jugular interrompendo a~corrente sanguínea?

Anônimo disse...

Aaaahhhh VaCa!!

Taxista ... tivesse ele colocado um outdoor em cima do carro "NAO ACEITO CHEQUE"

Não sei como depois dizem que as mulheres são descontroladas?? Certíssima essa louca...