quarta-feira, 11 de abril de 2007

Respeitável Público - Parte I



O circo entrou na minha vida como um sopro de alegria, muito sem querer.
Na busca eterna de uma atividade física que me fosse prazerosa, acabei cruzando a portinhola de entrada do Galpão do Circo na Vila Madalena, acompanhada de uma amiga que jamais frequentou uma aula sequer.
À primeira vista, achei tudo aquilo muito "alternativo" para caber na minha rotina regrada. Saí de lá decidida a não voltar. Mas pensei muito no caminho - o trânsito paulistano foi de grande
valia na minha decisão - mais uma vez a pergunta era uma só: o que teria eu a perder? Vou tentar então.
Quando entrei pela porta do Galpão, uma semana depois de tomada a decisão, de
mala pendurada no ombro, do alto da minha fantasia de advogadinha bem sucedida e do meu salto sempre impecável, me senti um verdadeiro Alien. Jamais fui destratada, mas ninguém entendia o que eu estava fazendo ali. Acho que nem eu, à princípio.
Entretanto, devo dizer que foi paixão à primeira vista: eu simplesmente me encontrei. Encontrei a menininha que abandonou o balé, a moça que poderia ter sido atriz, a modelo que não aconteceu. Encontrei um mundo de arte, de paixão, de gente que ama o que faz e acho que foi exatamente isso o que me encantou e, pior: que me surpreendeu.
Um novo mundo se abria diante de meus olhos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Acompanhei o seu encantamento com o circo Pequena Veneno!!

E acredito que o simples desafio junto com as conquistas de cada aula é o que encanta no "adulto" que nunca deixou de ser criança....

Bjs