sexta-feira, 13 de abril de 2007

Respeitável Público - Parte III



Os acontecimentos que se seguiram foram, para dizer o mínimo, espantosos. A cada aula superada, minha paixão crescia.
Eram malabares, acrobacias, trapézios, liras, tecidos, cama-elástica. Inúmeras atividades, tudo era novidade e... infinitamente dolorido! Até que ouvi de uma das minhas professoras algo que eu nunca vou esquecer, pela força que as palavras tiveram naquele momento:
- Tudo no circo dói.
E doía mesmo.
Como é que alguém pode se apaixonar por uma coisa que dói tanto? Como alguém pode viver disso? Só eu sei como. É apaixonante. Um verdadeiro universo paralelo, quase uma utopia!
E mais: dentro do Galpão, eu tive a oportunidade de ser algo que eu jamais havia experimentado, em 27 anos (agora completos!) de vida: eu era o lado fraco da corda! Tudo era difícil: a cambalhota, a parada de mão, o acrobalance, o trapézio, a CAMA-ELÁSTICA era difícil!
Mas cada superação, cada movimento completo era uma vitória minha, da turma e do professor. Todos vibravam juntos. Eu era aplaudida - literalmente - a cada vitória.
Ninguém desistiu de mim, nem mesmo eu me abandonei...
Um novo mundo se abrira diante de meus olhos.

2 comentários:

Anônimo disse...

oi...meu nome é Fabio...sem acento...eu sei fazer parada de mão!! =)

Anônimo disse...

E aí? Pequena Veneno? Cadê o ânimo?? Volta quando?? Já desistiu do Temaki??