Quinta-feira, 7 e 15 da manhã.
Anda, anda, anda até o metrô, desce na Ana Rosa e pega o que? O Vila Gilda.
Dessa vez, muito bem acompanhada, de alguém que sempre viveu na berlinda, entre o mundo dos manos do skate e o meu mundo (que com certeza não é o do skate!). Alguém que não dirige por opção e nunca teve um carro: meu irmãozinho mais novo.
A primeira vez em que ele me acompanhou nessa empreitada, há muito tempo atrás, se viu obrigado a salvar o sapato que vôou do meu pé quando eu tentei subir no ônibus. Ele sofre, mas ter irmã pakita é isso.
Anda, anda, anda até o metrô, desce na Ana Rosa e pega o que? O Vila Gilda.
Dessa vez, muito bem acompanhada, de alguém que sempre viveu na berlinda, entre o mundo dos manos do skate e o meu mundo (que com certeza não é o do skate!). Alguém que não dirige por opção e nunca teve um carro: meu irmãozinho mais novo.
A primeira vez em que ele me acompanhou nessa empreitada, há muito tempo atrás, se viu obrigado a salvar o sapato que vôou do meu pé quando eu tentei subir no ônibus. Ele sofre, mas ter irmã pakita é isso.
Em suma, quando não anda de carona comigo, ele vive dentro do bumba. E quando sou eu que pego carona no Vila Gilda, é ele quem paga minha passagem com o "bilete único". Loucura, é quase um popular, não fosse sua origem de classe média que já foi alta.
Bom, é o seguinte: entra no ônibus, passa a catraca, escolhe o assento (olha só que sucesso!). Sentam atrás de nós "os mano". Sim, dois deles. Um deles saca o celular (que só não é melhor que o meu porque ganhei um baludo do meu irmão no Natal) e coloca uma música prá tocar no viva voz. Pois é, são 15 para as 8 da manhã e você tem que ouvir o som que o mano quer. Ok, quem sou eu para interferir nessa singela rotina que aliás, nem é minha.
Não contentes em obrigar o ônibus inteiro a ouvir a música que eles escolheram, começaram a falar atrocidades sobre as bandas em questão - só sei disso porque meu irmão, especialista musical, começou a bufar do meu lado e sacudir a cabeça. Ai, meu Deus, isso não vai dar certo. Já tô tensa.
Bom, depois da segunda música, o infeliz desliga e sossega. Pronto, podemos seguir viagem em silêncio, certo? Não, claro que não.
É neste ponto da viagem que começam as histórias escabrosas, que só uma pessoa cuja rotina consiste em se locomover dentro do Vila Gildão tem o privilégio de presenciar:
- "Mano", desacreditei daquilo. O "nego" tomou 5 tiros no peito e ainda saiu nadando, "véio"!!!!
Meu Deus, quem não acreditava mais naquilo era eu. Que raio de história era aquela? Com certeza se passou na Vila Brasilândia, ou em algum "garden" como diz minha cunhada: Miriam´s Garden ou Ângela´s Garden maybe.
O auge se deu quando um mocinho na minha frente começou a se sacudir todo, ouvindo um MP3 player num volume desesperador e o "mano", que não deixava passar uma, solta essa:
- "Mano", que que é isso! Olha a altura que o "maluco" ta ouvindo a parada????? Deve tá surdo o filho da puta.
Chega, não dá mais.
"Pulo" (lembram do pulo?) no meu ponto e caminho tranquilamente até o escritório.
Mais uma quinta-feira comum.
Bom, é o seguinte: entra no ônibus, passa a catraca, escolhe o assento (olha só que sucesso!). Sentam atrás de nós "os mano". Sim, dois deles. Um deles saca o celular (que só não é melhor que o meu porque ganhei um baludo do meu irmão no Natal) e coloca uma música prá tocar no viva voz. Pois é, são 15 para as 8 da manhã e você tem que ouvir o som que o mano quer. Ok, quem sou eu para interferir nessa singela rotina que aliás, nem é minha.
Não contentes em obrigar o ônibus inteiro a ouvir a música que eles escolheram, começaram a falar atrocidades sobre as bandas em questão - só sei disso porque meu irmão, especialista musical, começou a bufar do meu lado e sacudir a cabeça. Ai, meu Deus, isso não vai dar certo. Já tô tensa.
Bom, depois da segunda música, o infeliz desliga e sossega. Pronto, podemos seguir viagem em silêncio, certo? Não, claro que não.
É neste ponto da viagem que começam as histórias escabrosas, que só uma pessoa cuja rotina consiste em se locomover dentro do Vila Gildão tem o privilégio de presenciar:
- "Mano", desacreditei daquilo. O "nego" tomou 5 tiros no peito e ainda saiu nadando, "véio"!!!!
Meu Deus, quem não acreditava mais naquilo era eu. Que raio de história era aquela? Com certeza se passou na Vila Brasilândia, ou em algum "garden" como diz minha cunhada: Miriam´s Garden ou Ângela´s Garden maybe.
O auge se deu quando um mocinho na minha frente começou a se sacudir todo, ouvindo um MP3 player num volume desesperador e o "mano", que não deixava passar uma, solta essa:
- "Mano", que que é isso! Olha a altura que o "maluco" ta ouvindo a parada????? Deve tá surdo o filho da puta.
Chega, não dá mais.
"Pulo" (lembram do pulo?) no meu ponto e caminho tranquilamente até o escritório.
Mais uma quinta-feira comum.
5 comentários:
pakita no busão é tenso... ainda bem que eu não pego rodizio....
até que enfim eu consegui mandar um comentario, tava a horas aqui entrando e saindo sem saber o que eu tinha que fazer...depois falam que loira é burra... pq será???
Hola,
Hilarious essa historia, essas coisas acontecem de verdade ou eh fruto da sua imaginacao? rsrsrsrs... bytheway, tu "toca" as pessoas mais fundo do que imagina...
Beijos
De vez ou outra,e bom tomar um bus.Deparamos com situacoes absurdas.Se ve de tudo.Um sujeito bem vestido carregava uma suposta caixa com seu violino dentro.Era o que se imaginava.Ao passar na catraca,imagine o que aconteceu.Travou na catraca, a tal caixa abriu.Sabe o que levava:sua marmita,com suco e paozinho. Nao e divertido.Apaencia engana.
Perder o sapato até que é suave, o problema é quando a marmita de arroz, feijão e banana rola pelo busão!!KKKKKKKK
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