segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A polêmica

Ultimamente ando assim: tô dispensando carona só prá pegar o Vila Gilda e ver se me dá uma luz, se as palavras brotam. Ando rezando prá alguma coisa maluca acontecer na minha frente prá eu poder fazer um texto legal.
A verdade é que ando meio limitada - em tempo, idéias, recursos - ando trabalhando muito e tenho acesso limitado ao meu instrumento de trabalho - o computador.
Não posso também deixar de considerar que escrever é uma arte e arte exige inspiração. Inspiração não bate na porta - invade, com o pé no peito. Se deixar escapar, azar o seu. Já perdi mais de um texto porque o danado surgiu dentro da minha cabeça às 4 da manhã. Juro que se eu entrar às 4 da matina no quarto do meu irmão, ele vai me apavorar. "Vai tomar no ..." vai ser a coisa mais simpática que eu vou ouvir.
Outro problema são as próprias histórias para se contar: muitas delas podem comprometer uns e outros - eu, inclusive. Nem tudo pode ser publicado. É claro que eu posso me utilizar - e utilizo - de artimanhas e subterfúgios, como por exemplo, usar code names, maquiar acontecimentos, omitir, mas sempre tem um de faro fino que identifica o pecador.
A última polêmica de meus textos foi o raio do abismo que eu inventei de abrir na cabeça dos meus leitores: essa história de pula ou não pula já me rendeu alguns telefonemas. Muita calma nessa hora - estamos diante de uma metáfora.
Os apaixonados que me perdoem, mas o amor é mesmo um abismo.

E o que vou contar hoje é que tenho, diante de mim, três solteironas balzacas - quase, quase nos trinta - todas elas bem diante de seus abismos:
Morena Veneno, que está diante do mesmo abismo pela segunda vez, doidinha prá pular. Já se estabacou uma vez e, quando achou que estava recuperada, se viu lá, diante do próprio, louca prá se atirar mais uma vez, nos braços do amor.
Solteira Veneno - essa já se jogou. Não sabe se volta, não sabe se quer voltar, não sabe de nada. Só sabe que não dorme mais. Não come. Foi queda livre, pura adrenalina. Um jump que não dá prá esquecer. Não acreditou que acabaria estatelada no chão. Luta todos os dias prá se recuperar da queda e tá quase lá.
A última é uma sonhadora. Fica cega quando se vê diante do abismo: é tudo o que ela sempre quis mas, o medo, a paralisa. E lá ela fica, na beirinha do abismo...

Façam suas apostas: quem será a primeira a pular??

6 comentários:

Anônimo disse...

esse lance de abismo é um paralelogramo de pular de bung jump né?há...sou maior espertão...percebi de primeira!!..então...pula sim..um amigo meu já pulou e falou q é legal...

Anônimo disse...

Concordo, esse tipo de amor é sempre um abismo... vc não sabe quando, nem como acaba, ou se acaba!... Será esse o medo?

Pequena Veneno acabou de mostrar o que acontece com todo mundo... três exemplos da vontade de pular e da insegurança frente ao abismo... pergunte a Solteira Veneno se ela se arrependeu?, eu acho que não... e tbm teria pulado...

Agora quem vai pular primeiro... ah... isso não sei. Como disse uma amiga, talvez seja melhor sentar na frente do abismo, balançar as pernas e esperara o impulso da adrenalina para "PULAR"!!!!... Ê, laiá!

Pequena Veneno, Congratulations, mais uma vez por estes textos!!!

Anônimo disse...

I think "Sonhadora Veneno" should be next; Brunette and Single Veneno jumped already, they're going for the second jump. Sonhadora Veneno's the only one who didn't jump as yet.

Anônimo disse...

E ai "muiesada" podem pular que o ZeLindo está aqui embaixo esperando por vocês todas.
Brincadeiras à parte eu acho que a Morena será a próxima a dar o JUMP no abismo... Vamos lá morena!!! Pode pular que vale a pena.
Beijos pra todas as venenos.
Amo vocês!!!!
ZeLindão

Anônimo disse...

Pretas, pulem todas!!! Não existe nada melhor!! Vai com tudão!

Anônimo disse...

Tô com o Zé Lindo e não abro...
Pula aí mulherada !!!!!!!!!
Depois é só cuidar dos ferimentos que logo cicatrizam ....hihihihi
Edna