
“Estou na melhor fase da minha vida” disse, com uma convicção que assustou até a mim mesma.
Tenho repetido que se tivesse que escrever sobre minha vida, o primeiro capítulo seria o ano passado, o saudoso 2008. Um ano atribulado em que as neuroses me forçaram a voltar para terapia depois de uma crise de pânico dentro do carro, na esquina da Faria Lima com a Juscelino. Eu parei de respirar e decidi que tinha que me tratar.
Já estava em processo de recuperação do corpo e da alma: tinha acabado de voltar de uma viagem a trabalho que me tirou por dois meses inteiros da rotina enlouquecedora da metrópole e da convivência da família e dos amigos. Mergulhei em uma solidão profunda em que só me faziam companhia as galinhas de Tortola e algumas poucas Presidentes ora em vez.
Voltei estranha, perdida, distraída e absolutamente intolerante ao barulho e ao caos.
Parei de beber e de fumar, mergulhei em uma terapia difícil e reveladora. Comecei a nadar. Tomei florais.
Mudei de emprego e saí de casa. Foi quando questionei tudo o que eu achei que queria durante a vida toda. Mergulhei novamente na solidão. Uma solidão imensa, sem explicação.
E voltei a viver. Comecei a lavar minhas roupas, cuidar da minha casa, comprei televisão, sofá, cama.
Aprendi a rezar para agradecer, aprendi que tenho que me concentrar para me manter equilibrada e que é exatamente isso o que eu quero para mim: equilíbrio. Há alguns dias, repito para mim mesma incessantemente, um mantra que, de certa forma, explica a maioria das escolhas que venho fazendo na vida: meu corpo é um templo.
É um templo e, portanto, é sagrado. Deve ser bem cuidado e respeitado.
Nasci de novo e moro sozinha. Não é um sucesso?
Tenho repetido que se tivesse que escrever sobre minha vida, o primeiro capítulo seria o ano passado, o saudoso 2008. Um ano atribulado em que as neuroses me forçaram a voltar para terapia depois de uma crise de pânico dentro do carro, na esquina da Faria Lima com a Juscelino. Eu parei de respirar e decidi que tinha que me tratar.
Já estava em processo de recuperação do corpo e da alma: tinha acabado de voltar de uma viagem a trabalho que me tirou por dois meses inteiros da rotina enlouquecedora da metrópole e da convivência da família e dos amigos. Mergulhei em uma solidão profunda em que só me faziam companhia as galinhas de Tortola e algumas poucas Presidentes ora em vez.
Voltei estranha, perdida, distraída e absolutamente intolerante ao barulho e ao caos.
Parei de beber e de fumar, mergulhei em uma terapia difícil e reveladora. Comecei a nadar. Tomei florais.
Mudei de emprego e saí de casa. Foi quando questionei tudo o que eu achei que queria durante a vida toda. Mergulhei novamente na solidão. Uma solidão imensa, sem explicação.
E voltei a viver. Comecei a lavar minhas roupas, cuidar da minha casa, comprei televisão, sofá, cama.
Aprendi a rezar para agradecer, aprendi que tenho que me concentrar para me manter equilibrada e que é exatamente isso o que eu quero para mim: equilíbrio. Há alguns dias, repito para mim mesma incessantemente, um mantra que, de certa forma, explica a maioria das escolhas que venho fazendo na vida: meu corpo é um templo.
É um templo e, portanto, é sagrado. Deve ser bem cuidado e respeitado.
Nasci de novo e moro sozinha. Não é um sucesso?