segunda-feira, 7 de abril de 2008

A descoberta


Uma bactéria totalmente fora do script mudou o destino daquela semana: antibiótico e, portanto, nada, nada de bebida alcoólica.
Justo naquela semana, de intensa atividade social, planejada e inadiável: despedida do meu querido amigo Mineiro Veneno, com a presença implacável e, obviamente, altamente alcoólica dos Canalhas Veneno e, para fechar a temporada do "não ao álcool", formatura da minha querida cunhadinha, Quiança Veneno.
A pergunta ressoava na minha cabeça e, certamente na cabeça dos meus companheiros de copo: será que ela vai conseguir??
A primeira parte da odisséia era, na minha cabeça, a mais difícil, por um motivo muito simples: EU AMO O CHOPP DO JUAREZ!!!!
Tomei suquinho de laranja e fui a piada de todos os companheiros: ninguém estava acreditando naquilo. Muito menos eu.
Resisti bravamente e, conversa vai, conversa vem, fotos do evento, registro do discurso... quando vi, a balada tinha se encerrado e eu lá estava: sóbria e feliz!
Sequer apresentei sintomas de abstinência!
A segunda etapa foi um pouco deprê: evento de família, todos os casais sentados na mesa e eu lá... SOLTEIRA E SÓBRIA. Tava complicado. Eis que, após o cumprimento de todas as formalidades da graduação dos pupilos, entra um trio-elétrico gigantesco na pista, carregando ninguém menos do que Saulo e sua Banda Eva. Pirei! Levantei da mesa e sacudi o esqueleto com gosto!!! Muito da sóbria, diga-se de passagem. Pulei, gritei, me descabelei e quando percebi... lá se fora mais uma puta balada... em que eu fiquei absolutamente sóbria.
Eu sei que para os companheiros do copo isso pode parecer incrível mas eu constatei: é possível se divertir sem amargar as terríveis consequências da ressaca!

Um comentário:

Anônimo disse...

Welcome Pequena Veneno!!!
Que saudades dos seus textos!!!

Fico feliz que tenha voltado a relatar os fatos estranhos desta vida.... com certeza vc não é de tomar "suquinho de laranja", mas se deu certo pra vc... pq não tentar da próxima ... ;)

Bjs